5 Jun

Moro 'breca' Zanin, advogado de Lula, e o impede de humilhar testemunha; veja vídeo

Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede

Juiz da Lava Jato interrompe questionamentos do criminalista Cristiano Zanin Martins durante audiência de depoimento do ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE), arrolado pela acusação em ação contra ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

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A audiência de depoimento do ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE) – arrolado pela força-tarefa da Lava Jato como testemunha de acusação de Lula – foi palco de novo embate da defesa do ex-presidente com o juiz federal Sérgio Moro.

Na parte final do relato de Corrêa, na manhã desta segunda-feira, 5, na ação penal em que Lula é réu por supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos firmados pela Petrobrás com a empreiteira Odebrecht, o advogado do petista encadeou uma série de indagações.

‘A defesa está confundindo testemunhas’, disse Moro.

‘Vossa Excelência é que parece que está respondendo no lugar da testemunha’, disse Zanin.

‘Ela (testemunha) já ratificou, doutor. Tem mais alguma pergunta que seja não indutiva à testemunha?’, questionou o magistrado.

‘Nenhuma pergunta que eu fiz é indutiva’, afirmou o advogado.

‘Doutor, o sr. está querendo confundir, alegue nas próprias alegações finais.’

O advogado seguiu com mais uma indagação a Pedro Corrêa.

‘O sr. pode confirmar dr. Pedro, o sr. teve efetivamente seu mandato parlamentar cassado em 2006 por que quebra de decoro?’

‘Sim, sim”, respondeu Pedro Corrêa, cassado no Mensalão.

O advogado de Lula insistiu. ‘O sr já foi condenado por este juízo?’

Pedro Corrêa já foi condenado por Moro a 20 anos e 7 meses de prisão na Lava Jato, por corrupção e lavagem de dinheiro.

‘Tá indeferido doutor, isso é fato que não precisa indagar da testemunha. A defesa tá querendo o quê, humilhar a testemunha?’, interrompeu Moro.

‘Não, excelência, eu fiz uma…’

‘A defesa está querendo humilhar a testemunha, é inapropriado. Isso (condenação de Pedro Corrêa) são fatos notórios, colocamos já no começo. Mais alguma pergunta?’, prosseguiu o juiz.

‘Eu gostaria de esclarecer que o Còdigo de Processo Penal estabelece alguns requisitos para testemunhar. Então, a defesa tem o direito de fazer a sua prova.’

‘Tem alguma pergunta sobre fatos?’

‘Eu fiz as perguntas. Se as perguntas, infelizmente, incomodam não tenho mais perguntas a fazer.’
‘Que bom’, finalizou Moro. “Declaro encerrado o depoimento da testemunha Pedro Corrêa.”

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